Pátrio Poder

Colunas publicadas na Revista Vip

Árvores da Vida

Lições que só a natureza dá de graça. Ler a coluna

Pedro e Paulo

Como as agruras de um filho podem adoçar a vida de outro. Ler a coluna

Pedaços de mim

Filhos são o mais próximo que podemos chegar da vida eterna. Ler a coluna

Bebê a bordo

Filhos tornam as separações infinitamente mais dolorosas. Ler a coluna

A falta que ela me faz

Que efeito teria uma filha no coração do pai de dois garotos. Ler a coluna

O riozinho

Tomara que haja sempre um em nossas lembranças. Ler a coluna

O amor e a amizade

É preciso vivê-los – mesmo que depois seja imprescindível chorar. Ler a coluna

A nossa Varig

A indesejada crônica de uma morte anunciada. Ler a coluna

A Vila Bela Vista

Ou, como dizem os Beatles, “There are places I’ll remember all my life”. Ler a coluna

Cine Proust

Que lembranças você quer que seu filho colecione na vida? Ler a coluna

A dor sem remédio

Nunca estaremos prontos. Mesmo assim, ela um dia virá. Ler a coluna

O Deus das pequenas coisas

Como fazer os filhos enxergar o sagrado nos detalhes. Ler a coluna

Filhos crescem

Quer construir um futuro com eles? Construa um passado! Ler a coluna

Heitor e Aquiles

A Ilíada traz sérias lições para crianças gregas e troianas. Ler a coluna

O Gladiador e o Comandante

Uma maneira muito singular de penetrar no coração de uma criança. Ler a coluna

Paulo virou cisne

Como é bom ver um filho, por conta própria, resgatar a beleza e a auto-estima. Ler a coluna

Maus presságios

Que espécie de mundo você entregará a seus filhos? Ler a coluna

Tio Beto

A falta que faz meu irmão – para mim e para os meus filhos. Ler a coluna

Um dia, um gato

As lições de quem só muito tardiamente descobriu os felinos. Ler a coluna

Verdades da vida

Não é justo querer que nossos filhos não sofram. Ler a coluna

10 respostas para Pátrio Poder

  1. mag magnavita disse:

    Oi Gandra,

    Sou professora de um curso de turismo em Salvador. Uma vez li um edital de sua autoria na Revista Viagem e Turismo, início de 2002 . Não consigo localizar mais a edição . Talvez tenha sido uma das descrições mais claras e sensíveis que já li sobre motivação de viagem.
    Começava mais ou menos assim: O que nos leva a viajar senão a diversidade… O inglê fleumático, o espanhol apaixonado, o italiano irreverente….

    Se possível gostaria de sua autorização para citar este texto em um trabalho de monografia de uma aluna que estou orientando na conclusão de curso. Caso você concorde seria possível me enviar o texto na íntegra ?

    Aguardo um retorno

    Atenciosamente,

    Mag Magnavita
    Diretora da Faculdade da Hospitalidade
    FIB – Centro Universitário

  2. Cara Mag,

    Grato por suas palavras gentis.
    Lembro-me desse texto, ainda que vagamente.
    Vou precisar dar uma busca, mas ando numas semanas excepcionalmente corridas.
    Pronmeto que assim que a poeira baixar um pouco, vou localizá-lo e o envio a você.
    Só tenha um pouquinho de paciência, ok?
    Abraço carinhoso!

    Zé Ruy

  3. mag magnavita disse:

    Não se preocupe tenho paciência e muita. Afinal, sou baiana

    Abraços

    Mag

  4. Marcio Silva disse:

    Boa tarde Sr. Ruy, é um prazer conhecê-lo

    Confesso que desde que Fabio Hernandez deixou a revista VIP eu parei de assinar, e eventualmente visito o site da revista para ler a coluna de Tati Bernardi. Dias atrás, quando já tinha lido todos os textos da Tati (inclusive do site dela), vi no final do site “Pátrio Poder” dei um clique sem nenhuma esperança de achar algo que realmente interessante para ler. Errei feio! Li todos os textos (exceto, “Casar ou morar juntos?” não estava disponível.) Logo, copiei seu nome e joguei no Google, lá descobri seu blog, ponto de parada todos os dias para reflexão.
    Quero apenas deixar, meus parabéns pelo excelente conteúdo de seus textos.

    Então, meus PARABÉNS!

    Marcio Silva

  5. Miriam Salles disse:

    […] da minha irmã e do meu cunhado com o filho. Talvez por isso, os textos da coluna Pátrio Poder tenham tanto […]

  6. Carolina Lins disse:

    Gandra,

    Gostaria de também ter esse texto que a Prof. Mag citou. Quando o encontrar, é possível envia-lo para mim?

    Obrigada,

    Carolina

  7. vera lucia vrban disse:

    José Ruy, estou encantada com tudo que escreves…
    Ontem, numa sala de espera, chamou-me atenção uma crônica sua aos seus filhos… Ficou gravado em min ha mente…aos meus filhos, as estrêlas… e a maneira como sabiamente colocas todas as situações em que vivemos e os ensina os melhores caminhos a seguir… é uma obra prima… maravilhosaaaaa
    Hoje no primeiro minuto que pude vim procurar aqui no Google…e acabei encontrando outras tantas obras… e mesmo lendo rapidamente, o meu tempo é pouco, fiquei novamente encantada…e preciso cumprimentá-lo e parabenizá-lo…és uma pessoa incrível, com tanta sensibilidade, amor…e veracidade…que o mundo tanto careçe… Felizes seus filos por terem um PAI ASSIM… e feliz eu tb de tê-lo encontrado…Deus continue a abençoá-lo hoje e sempre…
    Continuarei a busca da mararvilhosa crônica… e seus livros…
    Um abraço com enorme admiraçao. Veralu

  8. Eugênia Temporal disse:

    o Caro José Ruy Ganda, independente da sua formação religiosa, a dor nos iguala, por isso tomei a liberdade de enviar uma carta psicografada por Chico Xavier da minha irmã Rosana. Espero que o ajude e também a sua família.Eugênia Temporal.

  9. Eugênia Temporal disse:

    MENSAGEM PSICOGRAFADA POR CHICO XAVIER EM UBERABA / 05.11.1983

    Querida mãezinha Ana Maria e querida mãezinha Ivonete.

    Peço-lhes para que nos abençoe. O avô Francisco Logatto me designa para as notícias as mãezinhas queridas e, conquanto estimassem fosse o Renato ou algum outro amigo dos nossos que me substituísse nesse desempenho, estou feliz, ou quase feliz, depois da minha viagem acidentada que culminou com a nossa vinda para cá.
    Mãezinha, quando tomamos o avião para Fortaleza, efetivamente nem de leve imaginei que pudéssemos ser protagonistas do acontecimento que não sei qualificar. Compreendo que as leis de Deus são exatas e se cumprem com segurança; por isso não desejo grafar uma carta alarmista, em que o pânico seja chamado a senhorear o ânimo dos que a lerem.
    Renato e eu trocávamos idéias pela noite adentro, enquanto o nosso Afonso e o nosso Júlio descansavam. Se estivéssemos numa paisagem de guerra não seríamos tomados de tamanho assombro. O primeiro estampido no choque da máquina com o corpo da serra me pareceu o grito lancinante de alguém anunciando-nos a morte.
    Renato abraçou-se a mim evidentemente com a idéia de proteger-me contra qualquer eventualidade, no entanto, esse gesto dele perdurou por um instante só. Outros brados do avião se fizeram seguidos por uma dispersão de tudo o que éramos nós e de toda a bagagem de mão que havíamos acomodado no interior.
    Tive a idéia de que a velocidade do avião era tamanha que o contato indescritível do aparelho com a dureza da terra imprimia um estranho movimento a nós todos e a tudo o que nos cercava.
    Explico-me assim porque a ligeireza daquele engenho enorme passou a comandar-nos, atirando-nos à distância e nada mais vi senão a queda ao longe, na qual me senti esfacelada, a princípio, para depois reconstituir-me.
    Ouvia vozes de criaturas beneméritas a pedir-nos calma e fé na Divina Providência e sem que me fosse possível retirar um dedo sob o controle de minha própria vontade, fui deposta em maca tipo bangüê no interior da qual entrei num sono longo, do qual despertei num aposento-enfermaria de grandes proporções. As lágrimas haviam desaparecido de meus olhos, e por mais as procurasse para exprimir o sofrimento que me chegava à sensibilidade, após conscientizar-me, não as encontrei. Tinha a cabeça pesada e ocupada por visões estranhas e naquele mal estar indefinível que me possuiu seria impossível para mim coordenar idéias ou palavras com as que queriam ou pudesse dirigir às enfermeiras que deslizavam ali em silêncio. Tive medo. Quis gemer, no entanto, a minha voz morrera na garganta. Indagava de mim própria o que teria ocorrido, mas não dispunha de meios para qualquer manifestação. Aquelas santas mulheres que iam e vinham perceberam que o medo me ocupara todos os espaços da própria alma e, aos poucos, me ensinaram de novo a balbuciar palavras.
    Perguntei por meus pais, pela mãe Ivonete e pelos nossos entes amados do coração…
    Eram os primeiros vocábulos que me escapavam da boca e fui informada de que voltáramos todos, os que viajávamos na máquina-gigante à vida espiritual. Esforcei-me. Ganhei novas energias e indaguei do Renato. Vim a saber que ele, Afonso e Júlio se encontravam em um local diferente. Sofri o que o seu maternal coração e a querida mãe Ivonete podem imaginar, até que depois de providências sobre providências, fui transportada para perto dos amigos e do meu irmão, a fim de vê-los.
    A cena que se desenrolou não pode ser descrita, por falta de terminologia que nos corresponda em espanto. A muito custo levantei-me, necessitando de alguém que me escorasse e as queridas mãezinhas aqui presentes conseguirão imaginar o sofrimento sem limites que me tomou o coração. Em horas semelhantes apenas a confiança em Deus me renovava as energias para ouvir o que me contavam. Não procurarei estender minha visita. O receio de conturbar-me me empolgava a cabeça. Impossível associar idéias e traçar novos rumos, quando estávamos abatidos, sem causa alguma para preservar ou defender que não fosse as nossas próprias almas transidas de dor. Um amigo nos exortou a paciência de profundidade, convidando-nos a pensar e com esse estímulo, foi possível iniciar a nossa conversa. O Afonso e o Júlio falavam em Dulce e Maria do Carmo, enquanto o Renato me tomava as mãos.
    Então, como se as nossas forças últimas se entrelaçassem conseguimos chorar, qual se o pranto fosse um poder capaz de aliviar-nos os corações. Não mais nos achávamos nas cercanias da Aratanha, porque o refúgio a que fôramos conduzidos era um lugar ameno, adequado a se pensar na importância da calma após a tempestade. Saber-nos no corpo real, de que o corpo físico é apenas uma imperfeita exteriorização, e pautou-nos, de vez que, em nosso entendimento, conservávamos-nos tais quais éramos.
    Não nos sentíamos leves porque a dor nos pesava em todo o ser, entretanto, com os dias a tensão emocional de que nos vamos possuídos cedeu lugar a uma serenidade que atribuo à influência das preces de muitos amigos em nosso novo ambiente.
    Mãezinha Ana Maria e mãezinha Ivonete não traço aqui qualquer quadro tendente a suscitar receios infundados naquelas que, porventura, nos lerem, pois estamos conscientes de que o choque das primeiras horas não deveria permanecer. Um dos orientadores que nos reconfortavam chegou a dizer-nos sorrindo que se estivéssemos no plano físico, não vaciláramos em encomendar passagens para a volta e para outras viagens, com naturalidade e bom senso, acrescentando que o avião é instrumento de elevado alcance para a inteligência humana e não seria por havermos perdido a bagagem física que haveríamos de mostrar qualquer ojeriza pelas máquinas que nos prestam tamanhos serviços, voando na atmosfera do planeta.
    Parecia-me absurdo ouvir com paciência detalhes técnicos de aviação e acidentes, num momento daquele em que mal nos refazíamos do assombro destrutivo que nos impelira à própria desencarnação e passei a chorar com mais angústia. As explicações foram interrompidas e a nossa luta pela própria restauração se processou, até que eu pudesse vê-la em nossa casa.
    Acompanhei os dias finais de meu pai José que, a meu ver, não encontrou resistência para a moléstia de que se viu acometido, por haver perdido todas as defesas corpóreas com a emoção cruel de meses antes. Mãe querida perdoe-me se me estendo nesse relato. É que desejo agradecer-lhe toda a energia de sua compreensão.Encontro-a tomando ensinamentos sobre a vida e a morte, ao mesmo tempo em que lhe vejo o esforço na cooperação nas tarefas da beneficência, supervisionadas por mentores da caridade e do amor para as criaturas humanas. Estou grata por haver procurado por sua filha ou, aliás, por nós todos, entre os que necessitam de socorro e auxílios de emergência.
    Caímos de grande máquina que se espatifou contra uma serra a três minutos do nosso ponto de chegada e você, mamãe Ana Maria está buscando os que jazem caídos em provação, necessitando de migalhas para garantir a própria sobrevivência. Aprendo consigo os esclarecimentos novos e peço-lhe continue…
    Os seus pensamentos estão nos meus e os nossos igualmente se beneficiam com todas as atitudes de conformação e do serviço ao próximo, em que somos lembrados, com a luz de nossa fé em Deus. O Renato me recomendou transmitisse à mãezinha Ivonete os seus carinhos de filho e ambos lhes pedimos, às nossas duas mães aqui presentes para que nos abençoem.
    A emoção me exauriu as possibilidades de continuar e, por isso encerro aqui o meu noticiário do coração e mãezinha, o papai José igualmente se recupera nas próprias faculdades marteladas pela dor que lhe agravou os constrangimentos e cada um de nós em nossa vida nova estamos efetuando o possível por restabelece-nos em tempo breve. O avô Francisco Logatto me fez companhia para vir até aqui e lhes deixa lembranças.
    Rogando ao seu coração de mãe me desculpe se me alonguei tanto, na tentativa de expressar o que senti e ainda sinto embora saiba que a sua ternura me compreende.
    Para a mãezinha Ivonete, o nosso carinho imenso e para você, querida mãezinha Ana Maria, todo o coração de sua filha.
    Sempre sua
    Rosana Maria de Figueiredo Temporal de Lara

    Uberaba, 5 de Novembro de l983.

    MENSAGEM PSICOGRAFADA POR CHICO XAVIER EM UBERABA / 05.11.1983

    Querida mãezinha Ana Maria e querida mãezinha Ivonete.

    Peço-lhes para que nos abençoe. O avô Francisco Logatto me designa para as notícias as mãezinhas queridas e, conquanto estimassem fosse o Renato ou algum outro amigo dos nossos que me substituísse nesse desempenho, estou feliz, ou quase feliz, depois da minha viagem acidentada que culminou com a nossa vinda para cá.
    Mãezinha, quando tomamos o avião para Fortaleza, efetivamente nem de leve imaginei que pudéssemos ser protagonistas do acontecimento que não sei qualificar. Compreendo que as leis de Deus são exatas e se cumprem com segurança; por isso não desejo grafar uma carta alarmista, em que o pânico seja chamado a senhorear o ânimo dos que a lerem.
    Renato e eu trocávamos idéias pela noite adentro, enquanto o nosso Afonso e o nosso Júlio descansavam. Se estivéssemos numa paisagem de guerra não seríamos tomados de tamanho assombro. O primeiro estampido no choque da máquina com o corpo da serra me pareceu o grito lancinante de alguém anunciando-nos a morte.
    Renato abraçou-se a mim evidentemente com a idéia de proteger-me contra qualquer eventualidade, no entanto, esse gesto dele perdurou por um instante só. Outros brados do avião se fizeram seguidos por uma dispersão de tudo o que éramos nós e de toda a bagagem de mão que havíamos acomodado no interior.
    Tive a idéia de que a velocidade do avião era tamanha que o contato indescritível do aparelho com a dureza da terra imprimia um estranho movimento a nós todos e a tudo o que nos cercava.
    Explico-me assim porque a ligeireza daquele engenho enorme passou a comandar-nos, atirando-nos à distância e nada mais vi senão a queda ao longe, na qual me senti esfacelada, a princípio, para depois reconstituir-me.
    Ouvia vozes de criaturas beneméritas a pedir-nos calma e fé na Divina Providência e sem que me fosse possível retirar um dedo sob o controle de minha própria vontade, fui deposta em maca tipo bangüê no interior da qual entrei num sono longo, do qual despertei num aposento-enfermaria de grandes proporções. As lágrimas haviam desaparecido de meus olhos, e por mais as procurasse para exprimir o sofrimento que me chegava à sensibilidade, após conscientizar-me, não as encontrei. Tinha a cabeça pesada e ocupada por visões estranhas e naquele mal estar indefinível que me possuiu seria impossível para mim coordenar idéias ou palavras com as que queriam ou pudesse dirigir às enfermeiras que deslizavam ali em silêncio. Tive medo. Quis gemer, no entanto, a minha voz morrera na garganta. Indagava de mim própria o que teria ocorrido, mas não dispunha de meios para qualquer manifestação. Aquelas santas mulheres que iam e vinham perceberam que o medo me ocupara todos os espaços da própria alma e, aos poucos, me ensinaram de novo a balbuciar palavras.
    Perguntei por meus pais, pela mãe Ivonete e pelos nossos entes amados do coração…
    Eram os primeiros vocábulos que me escapavam da boca e fui informada de que voltáramos todos, os que viajávamos na máquina-gigante à vida espiritual. Esforcei-me. Ganhei novas energias e indaguei do Renato. Vim a saber que ele, Afonso e Júlio se encontravam em um local diferente. Sofri o que o seu maternal coração e a querida mãe Ivonete podem imaginar, até que depois de providências sobre providências, fui transportada para perto dos amigos e do meu irmão, a fim de vê-los.
    A cena que se desenrolou não pode ser descrita, por falta de terminologia que nos corresponda em espanto. A muito custo levantei-me, necessitando de alguém que me escorasse e as queridas mãezinhas aqui presentes conseguirão imaginar o sofrimento sem limites que me tomou o coração. Em horas semelhantes apenas a confiança em Deus me renovava as energias para ouvir o que me contavam. Não procurarei estender minha visita. O receio de conturbar-me me empolgava a cabeça. Impossível associar idéias e traçar novos rumos, quando estávamos abatidos, sem causa alguma para preservar ou defender que não fosse as nossas próprias almas transidas de dor. Um amigo nos exortou a paciência de profundidade, convidando-nos a pensar e com esse estímulo, foi possível iniciar a nossa conversa. O Afonso e o Júlio falavam em Dulce e Maria do Carmo, enquanto o Renato me tomava as mãos.
    Então, como se as nossas forças últimas se entrelaçassem conseguimos chorar, qual se o pranto fosse um poder capaz de aliviar-nos os corações. Não mais nos achávamos nas cercanias da Aratanha, porque o refúgio a que fôramos conduzidos era um lugar ameno, adequado a se pensar na importância da calma após a tempestade. Saber-nos no corpo real, de que o corpo físico é apenas uma imperfeita exteriorização, e pautou-nos, de vez que, em nosso entendimento, conservávamos-nos tais quais éramos.
    Não nos sentíamos leves porque a dor nos pesava em todo o ser, entretanto, com os dias a tensão emocional de que nos vamos possuídos cedeu lugar a uma serenidade que atribuo à influência das preces de muitos amigos em nosso novo ambiente.
    Mãezinha Ana Maria e mãezinha Ivonete não traço aqui qualquer quadro tendente a suscitar receios infundados naquelas que, porventura, nos lerem, pois estamos conscientes de que o choque das primeiras horas não deveria permanecer. Um dos orientadores que nos reconfortavam chegou a dizer-nos sorrindo que se estivéssemos no plano físico, não vaciláramos em encomendar passagens para a volta e para outras viagens, com naturalidade e bom senso, acrescentando que o avião é instrumento de elevado alcance para a inteligência humana e não seria por havermos perdido a bagagem física que haveríamos de mostrar qualquer ojeriza pelas máquinas que nos prestam tamanhos serviços, voando na atmosfera do planeta.
    Parecia-me absurdo ouvir com paciência detalhes técnicos de aviação e acidentes, num momento daquele em que mal nos refazíamos do assombro destrutivo que nos impelira à própria desencarnação e passei a chorar com mais angústia. As explicações foram interrompidas e a nossa luta pela própria restauração se processou, até que eu pudesse vê-la em nossa casa.
    Acompanhei os dias finais de meu pai José que, a meu ver, não encontrou resistência para a moléstia de que se viu acometido, por haver perdido todas as defesas corpóreas com a emoção cruel de meses antes. Mãe querida perdoe-me se me estendo nesse relato. É que desejo agradecer-lhe toda a energia de sua compreensão.Encontro-a tomando ensinamentos sobre a vida e a morte, ao mesmo tempo em que lhe vejo o esforço na cooperação nas tarefas da beneficência, supervisionadas por mentores da caridade e do amor para as criaturas humanas. Estou grata por haver procurado por sua filha ou, aliás, por nós todos, entre os que necessitam de socorro e auxílios de emergência.
    Caímos de grande máquina que se espatifou contra uma serra a três minutos do nosso ponto de chegada e você, mamãe Ana Maria está buscando os que jazem caídos em provação, necessitando de migalhas para garantir a própria sobrevivência. Aprendo consigo os esclarecimentos novos e peço-lhe continue…
    Os seus pensamentos estão nos meus e os nossos igualmente se beneficiam com todas as atitudes de conformação e do serviço ao próximo, em que somos lembrados, com a luz de nossa fé em Deus. O Renato me recomendou transmitisse à mãezinha Ivonete os seus carinhos de filho e ambos lhes pedimos, às nossas duas mães aqui presentes para que nos abençoem.
    A emoção me exauriu as possibilidades de continuar e, por isso encerro aqui o meu noticiário do coração e mãezinha, o papai José igualmente se recupera nas próprias faculdades marteladas pela dor que lhe agravou os constrangimentos e cada um de nós em nossa vida nova estamos efetuando o possível por restabelece-nos em tempo breve. O avô Francisco Logatto me fez companhia para vir até aqui e lhes deixa lembranças.
    Rogando ao seu coração de mãe me desculpe se me alonguei tanto, na tentativa de expressar o que senti e ainda sinto embora saiba que a sua ternura me compreende.
    Para a mãezinha Ivonete, o nosso carinho imenso e para você, querida mãezinha Ana Maria, todo o coração de sua filha.
    Sempre sua
    Rosana Maria de Figueiredo Temporal de Lara

    Uberaba, 5 de Novembro de l983.

  10. Andre gandra disse:

    Olá sou português c sobrenome gandra

    http://p3.publico.pt/vicios/espelho/5551/andre-gandra-minha-primeira-peca-foi-uma-gravata-e-chamo-lhe-bebe

    Este link é um pouco sobre meu trab entre contacto comigo pf

    Cumprimentos Andre gandra

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