Queridos Amigos,
Estive fora do ar durante alguns dias, por conta de uma matéria que me exigiu um bocado, mas trouxe consigo coisas muito bacanas. A principal talvez seja uma convicção: a de que não podemos, jamais, perder contato com a dimensão criativa de nossos trabalhos.
Pelo menos no mercado editorial, minha praia, é comum que, à medida que ascendem na carreira, os jornalistas se ocupem cada vez mais com a gestão e menos com a essência criativa de seu trabalho, o ato de escrever. Isso, sinceramente, não me parece bom.
A gestão é necessária, mas, em especial nesses tempos difíceis, vem tornando muitos bons jornalistas infelizes. Devagarinho, ela, por assim dizer, rouba-lhes o prazer.
Nada, na minha opinião, se compara à sensação de investigar determinado conteúdo, introjetá-lo, dissecá-lo interiormente sob os mais diferentes pontos de vista até, por fim, devolvê-lo ao mundo sob a forma de palavras. Isso sim me satisfaz.
Quando for hora lhes mostrarei (ou vocês verão) o fruto desse meu recente esforço. Por enquanto, aceitem meu abraço e minhas desculpas pela ausência temporária.
E lembrem-se: se não é feliz com o que faz, você não é nada.
All you need is love (what you have and do)!
Zé Ruy
18 Setembro 2006 às 10:25 am
Isso voce pode acreditar que é verdade, é preciso gostar da coisa para poder faze-la bem.
18 Setembro 2006 às 12:36 pm
Pedro, meu lindo! Você é meu outro pedacinho do céu.
Milhões de beijos!
Pai Zé
30 Agosto 2009 às 10:52 pm
É profunda a frase usada pelo Zé Ruy “E lembrem-se: se não é feliz com o que faz, você não é nada.”
Não é nada no sentido de realização; no sentido de poder fazer mais que a maioria das pessoas; de levantar vôo do meio da multidão; de conseguir aprender muito e muito mais ensinar; de ir de encontro a perfeição embora saiba nunca atingí-la; porém vivendo feliz pelo simples fato de querer e lutar para manter a meta, consciente de que este é o caminho acertado.